Osteoporose: seus sintomas, causa e tratamentos

Novembro Azul, o combate ao câncer de próstata
4 de novembro de 2017
Conheça os problemas mais comuns no verão e saiba como evitar
5 de janeiro de 2018

Osteoporose: seus sintomas, causa e tratamentos

A osteoporose é uma doença na qual temos uma diminuição da resistência óssea que leva ao aumento do risco de fratura. Nos nossos ossos existe um ciclo constante de reabsorção de osso velho e formação de osso jovem. Esse ciclo é chamado de “ciclo de remodelação óssea”. O ciclo normal da remodelação óssea é um equilíbrio entre duas células especiais que trabalham juntas para manter os ossos resistentes – os “osteoclastos” e os “osteoblastos”. Os osteoclastos reabsorvem o osso velho, deixando buracos. Os osteoblastos, por sua vez, preenchem esses buracos com osso novo. Quando este ciclo de remodelação óssea se altera, ocorre mais reabsorção do que formação óssea. Para algumas pessoas, essa situação resulta em osteoporose. Os osteoclastos começam a reabsorver osso mais rápido e os osteoblastos não conseguem preencher os buracos que estão sendo formados. O resultado é que o osso se torna fino e frágil, levando a um aumento no risco de fraturas.

Mulheres têm mais osteoporose que os homens, pois têm os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante de estrogêno durante a menopausa, sendo que este estrogênio é um importante hormônio na fisiologia óssea, e quando a produção do mesmo é muito baixa, temos uma maior reabsorção óssea do que formação. No entanto, homens com deficiência alimentar de cálcio e vitaminas também estão sujeitos à doença. Inclusive, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) criou o Programa de Osteoporose Masculina (PROMA), desde março de 2004, com o objetivo de quantificar as vítimas da doença para tratá-las e estudar a sua incidência. O risco de desenvolver osteoporose aumenta com o avanço da idade e também existem diversas doenças diferentes que podem levar a osteoporose, entre elas: doenças hormonais(endócrinas), renais(insuficiência renal crônica), e oncológicas.

A osteoporose é frequentemente considerada uma “doença silenciosa” porque os portadores podem ter poucos sintomas ou podem não reconhecer os sintomas da osteoporose.
A perda de mineral dos ossos não provoca um sofrimento evidente. A maioria dos pacientes não é diagnosticada durante as primeiras fases silenciosas desta condição, que é a fase onde as intervenções oferecem o maior potencial para uma prevenção real. Mesmo com uma fratura vertebral, por exemplo, o paciente pode não atribuir seu desconforto a um “osso quebrado”, mas a outra doença crônica, como a osteoartrite, espasmo muscular ou dor na porção inferior das costas. Entretanto, no momento em que ocorre uma fratura, normalmente existe uma perda de resistência óssea em todo esqueleto.

O exame utilizado para fazer o diagnóstico da osteopenia e osteoporose é a Densitometria Óssea. Neste exame é avaliado o conteúdo de cálcio presente no seu osso, e com base no comparativo com a população normal chega-se ao diagnóstico.

O cigarro é atualmente considerado não só um fator de risco, como um agravante da osteoporose, e como tal deve ser abandonado. Isso acontece porque a fumaça tóxica do cigarro, quando chega à corrente sanguínea, interfere no funcionamento das células osteoblásticas – responsáveis por construir e reparar a matriz óssea.

A principal complicação da osteoporose são as fraturas por compressão na coluna vertebral, no fêmur, nos quadris e nos punhos. Uma fratura nos quadris ou fêmur pode gerar invalidez ou perda da capacidade de andar. A coluna e o fêmur são as áreas que mais recebem um desgaste ósseo e mais correm risco, sendo a fratura proximal de fêmur a mais grave, resultando em mortalidade 15% maior no primeiro ano pós-fratura, se comparado com um grupo de idade similar que não sofreu o trauma, sendo que os pacientes com fratura prévia são duas a cinco vezes mais susceptíveis a incidências futuras do que indivíduos sem fraturas. Cerca de metade dos pacientes com fratura de fêmur não consegue mais andar, e um quarto necessita de cuidado domiciliar prolongado. Um paciente que não consegue mais andar e fica acamado corre um risco maior de sofrer infecções e fica mais suscetível a doenças por conta da invalidez.

A atividade física é fundamental para os pacientes com osteoporose. Além de aumentar o aporte e fixação de cálcio ao osso, o exercício ajuda no equilíbrio para evitar quedas. Praticar exercícios também ajuda a manter a densidade óssea à medida que envelhecemos, diminui a dor nas articulações e ainda por cima elimina os quilos que por ventura estiverem sobrando e forçando as articulações. Exercícios de fortalecimento e flexibilidade, bem como atividades aeróbicas, são as mais indicadas para os portadores de osteoporose. Os primeiros ajudam a manter a densidade óssea e fortalecer as articulações, já os exercícios de flexibilidade, como alongamento e ioga, além de beneficiar as articulações também ajudam a preservar a amplitude do movimento. Por fim, as atividades aeróbicas podem ajudar a construir ossos e manter as articulações saudáveis, bem como fortalecer os músculos, coração e pulmões. No entanto, todos os pacientes devem ser avaliados para poder executar os exercícios corretos e na época adequada, especialmente os idosos.